Classes gramaticais: as dez classes de palavras e como identificá-las
Classificar uma palavra é dizer a que grupo ela pertence, de acordo com o que ela significa e com a função que exerce na frase. Esse conhecimento ajuda na leitura, na escrita e no estudo de concordância, regência e pontuação, porque as regras quase sempre dependem da classe da palavra.
Este guia segue a nomenclatura tradicional, a da Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), usada nas escolas e nos concursos. Ele traz só classificações aceitas pelas principais gramáticas e termina mostrando por que algumas palavras mudam de classe conforme o contexto.
As dez classes da gramática tradicional
A gramática tradicional divide as palavras em dez classes: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Toda palavra de uma frase entra em uma delas.
O substantivo nomeia seres, lugares, sentimentos e ideias. O adjetivo caracteriza o substantivo. O artigo o apresenta de modo definido ou indefinido. O numeral indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração. O pronome acompanha ou substitui o substantivo. O verbo exprime ação, estado, fenômeno da natureza ou ocorrência. O advérbio modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio. A preposição liga termos. A conjunção liga orações ou termos de mesma função. A interjeição exprime emoção.
Regras principais
- Substantivo é a palavra que dá nome aos seres e às coisas: criança, jardim, saudade.
- Adjetivo acompanha o substantivo e indica qualidade, caráter ou estado: casa antiga, dia claro.
- Verbo é a palavra que se conjuga: tem pessoa, número, tempo e modo.
- Advérbio, preposição, conjunção e interjeição não se flexionam em gênero nem em número.
- A classe é definida pela função da palavra na frase, não pela palavra isolada.
Exemplos
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Correto A menina curiosa abriu um livro antigo.
menina e livro são substantivos; curiosa e antigo, adjetivos; A e um, artigos.
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Correto Os três irmãos visitaram a cidade.
Três é numeral; Os e a são artigos.
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Correto Ela lê devagar.
lê é verbo; devagar é advérbio de modo.
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Correto Ufa! O treino acabou.
Ufa é interjeição; acabou é verbo.
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Correto Nós viajamos com os primos.
Nós é pronome; com é preposição.
Palavras variáveis e invariáveis
Chamamos de variáveis as palavras que sofrem flexão, isto é, mudam de forma para indicar gênero, número, pessoa, tempo ou modo. São variáveis o substantivo, o adjetivo, o artigo, o numeral, o pronome e o verbo. São invariáveis o advérbio, a preposição, a conjunção e a interjeição.
Essa divisão tem consequência prática. Um adjetivo concorda com o substantivo: “alunas atentas”. Já o advérbio não concorda com nada: “alunas muito atentas”. Quem confunde as duas classes erra a concordância.
Regras principais
- Variáveis: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome e verbo.
- Invariáveis: advérbio, preposição, conjunção e interjeição.
- Advérbio que modifica adjetivo fica no singular e no masculino: elas estavam muito cansadas.
- Mal é advérbio e não varia; mau é adjetivo e concorda com o substantivo.
Exemplos
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Correto As janelas ficaram muito abertas.
Incorreto As janelas ficaram muitas abertas.
Muito, modificando o adjetivo abertas, é advérbio e não varia.
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Correto Ele dormiu mal durante a viagem.
Incorreto Ele dormiu mau durante a viagem.
Dormiu é verbo, e quem o modifica é um advérbio: mal.
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Correto Os maus hábitos atrapalham os estudos.
Maus é adjetivo e concorda com hábitos.
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Correto Elas chegaram bem cedo.
Bem e cedo são advérbios e ficam sempre na mesma forma.
Exceções
- Alguns pronomes, como alguém, ninguém e tudo, não variam, apesar de a classe ser variável. O numeral mil também não muda de gênero.
- Os advérbios não têm gênero nem número, mas aceitam grau: depressa, mais depressa.
Flexões de gênero, número e grau
O substantivo tem gênero (masculino ou feminino), número (singular ou plural) e grau. O artigo, o adjetivo e o numeral flexionável concordam em gênero e número com o substantivo a que se ligam: “as casas antigas”, “duas janelas”.
O grau aparece de duas formas. No substantivo, indica tamanho: casa, casarão, casinha. No adjetivo, indica intensidade ou comparação: bonito, mais bonito que, o mais bonito, belíssimo. Alguns adjetivos têm comparativos próprios, que dispensam o uso de “mais”.
Regras principais
- Artigo, adjetivo e numeral concordam com o substantivo em gênero e número.
- Os comparativos de superioridade irregulares são: melhor (de bom), pior (de mau), maior (de grande) e menor (de pequeno).
- Os superlativos absolutos correspondentes são: ótimo, péssimo, máximo e mínimo.
- Palavras como obrigado concordam com quem fala: a mulher diz obrigada.
Exemplos
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Correto As meninas chegaram cedo à escola.
O artigo As concorda com meninas.
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Correto Este livro é melhor que aquele.
Incorreto Este livro é mais bom que aquele.
Quando se compara um ser a outro, usa-se melhor.
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Correto O resultado foi péssimo.
Péssimo é o superlativo absoluto de mau.
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Correto Maria sorriu e disse: “Obrigada pela ajuda!”
Incorreto Maria sorriu e disse: “Obrigado pela ajuda!”
Obrigado é adjetivo e concorda com a pessoa que fala.
Exceções
- A forma mais bom só é aceita ao comparar duas qualidades do mesmo ser, como em “mais bom que mau”.
Tipos de pronome
O pronome é a palavra que acompanha o substantivo ou o substitui, indicando as pessoas do discurso ou situando o ser no espaço e no tempo. A gramática tradicional o divide em seis grupos.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso (eu, tu, ele, nós, vós, eles; me, te, se, lhe). Os possessivos indicam posse (meu, teu, seu, nosso, vosso). Os demonstrativos situam o ser em relação a quem fala (este, esse, aquele, isto, isso, aquilo). Os indefinidos referem-se ao ser de modo vago (alguém, ninguém, tudo, nada, algum, nenhum, cada). Os interrogativos aparecem em perguntas (quem, qual, quanto). Os relativos retomam um termo anterior e ligam duas orações (que, quem, o qual, cujo, onde).
Regras principais
- Pessoais: eu, tu, ele, nós, vós, eles e as formas oblíquas me, te, se, lhe.
- Possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso e suas flexões.
- Demonstrativos: este, esse, aquele, isto, isso, aquilo e suas flexões.
- Relativos retomam um antecedente: o livro que li (que = o qual).
- Interrogativos iniciam perguntas diretas ou indiretas: Quem trouxe o mapa?
Exemplos
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Correto Eu te vi ontem na escola.
Eu e te são pronomes pessoais.
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Correto Esta caneta é minha, e aquela é sua.
Esta e aquela são demonstrativos; minha e sua, possessivos.
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Correto Ninguém chegou atrasado ao jogo.
Ninguém é pronome indefinido.
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Correto Quem trouxe o mapa?
Quem é pronome interrogativo.
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Correto O autor cujo livro li visitou a escola.
Cujo é pronome relativo e liga o autor ao livro.
Tipos de advérbio
O advérbio modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio e indica uma circunstância. A classificação tradicional leva em conta a circunstância expressa: lugar, tempo, modo, intensidade, afirmação, negação e dúvida.
Muitos advérbios de modo terminam em -mente e se formam a partir da forma feminina do adjetivo: rápida, rapidamente. Quando há dois ou mais advérbios em -mente seguidos, ligados por “e”, é comum manter o sufixo só no último: “clara e objetivamente”.
Regras principais
- Lugar: aqui, ali, lá, perto, longe.
- Tempo: hoje, ontem, agora, depois, cedo, tarde.
- Modo: bem, mal, devagar, depressa e a maior parte dos terminados em -mente.
- Intensidade: muito, pouco, bastante, tão, demais.
- Afirmação, negação e dúvida: sim, certamente; não; talvez, possivelmente.
Exemplos
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Correto Moramos aqui desde o ano passado.
Aqui é advérbio de lugar.
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Correto Ela voltou ontem.
Ontem é advérbio de tempo.
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Correto O professor explicou claramente a lição.
Claramente é advérbio de modo.
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Correto O rio estava muito fundo.
Muito é advérbio de intensidade e modifica o adjetivo fundo.
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Correto Talvez a chuva termine antes do jogo.
Talvez é advérbio de dúvida.
Exceções
- Onde, quando, como e por que, em perguntas, são chamados de advérbios interrogativos.
Preposições essenciais e locuções prepositivas
A preposição liga dois termos e estabelece uma relação entre eles, como lugar, posse, companhia ou finalidade. As preposições essenciais são as que só têm esse papel: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre e trás.
Algumas palavras de outras classes podem funcionar como preposição em certos contextos e por isso se chamam acidentais, como durante e mediante. Há ainda as locuções prepositivas, conjuntos de palavras que terminam em preposição e funcionam como uma só: apesar de, a respeito de, antes de, perto de, em vez de.
Regras principais
- Preposições essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
- Locuções prepositivas terminam em preposição: apesar de, junto a, perto de.
- A preposição pode se unir ao artigo e formar contração: de + o = do; em + a = na; por + o = pelo.
- Depois de preposição, os pronomes da 1ª e da 2ª pessoa do singular usam a forma oblíqua tônica: para mim, contigo, entre mim e ti.
Exemplos
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Correto Viajamos para o litoral durante as férias.
Para é preposição essencial; durante é preposição acidental.
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Correto O gato dormiu sob a mesa.
Sob é preposição essencial.
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Correto Apesar da chuva, o jogo continuou.
Apesar de é locução prepositiva; de + a forma da.
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Correto Ela falou a respeito da exposição.
A respeito de é locução prepositiva.
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Correto O livro está perto de mim.
Perto de é locução prepositiva.
Conjunções coordenativas e subordinativas
A conjunção liga orações ou termos de mesma função. As coordenativas ligam elementos independentes entre si e se dividem em aditivas (e, nem), adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto), alternativas (ou, ora... ora), conclusivas (logo, portanto) e explicativas (pois, que).
As subordinativas ligam uma oração que depende de outra. As principais são: integrantes (que, se), causais (porque, já que), condicionais (se, caso), concessivas (embora, ainda que), temporais (quando, assim que), finais (para que), consecutivas (de modo que), conformativas (conforme, segundo) e proporcionais (à medida que).
Regras principais
- Coordenativas ligam orações independentes: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
- Subordinativas introduzem orações dependentes: causais, condicionais, concessivas, temporais, finais, consecutivas, conformativas, proporcionais e integrantes.
- Contudo, porém, todavia e entretanto indicam oposição; portanto e logo indicam conclusão.
- Embora e ainda que indicam concessão, isto é, um fato que não impede o outro.
Exemplos
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Correto Era tarde, mas ainda quisemos continuar a conversa.
Mas é conjunção coordenativa adversativa.
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Correto Leve o guarda-chuva, pois vai chover.
Pois, antes do verbo, é conjunção explicativa.
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Correto Embora estivesse cansado, ele terminou a prova.
Embora é conjunção subordinativa concessiva.
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Correto Quando o sinal tocou, os alunos saíram.
Quando é conjunção subordinativa temporal.
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Correto Ela pediu que lhe emprestassem o livro.
Que é conjunção subordinativa integrante.
Exceções
- Pois colocado depois do verbo, entre vírgulas, é conclusivo: “Estava cansado; deve, pois, descansar”.
Palavras que mudam de classe conforme o contexto
Uma mesma forma pode pertencer a classes diferentes, e só a frase mostra qual é. Por isso, a pergunta certa não é “que classe tem a palavra que?”, mas “que papel ela cumpre aqui?”.
O “que” é o caso mais comum. É pronome relativo quando pode ser trocado por “o qual” e retoma um termo anterior; é conjunção integrante quando introduz uma oração que completa o verbo. O “como” pode ser advérbio interrogativo ou conjunção. O “mais” é advérbio quando modifica verbo, adjetivo ou advérbio. O “bem” é advérbio de modo, mas vira substantivo quando vem acompanhado de artigo.
Regras principais
- Que relativo pode ser trocado por o qual, a qual, os quais, as quais.
- Que integrante vem depois de verbos como saber, dizer, pedir e acreditar e introduz a oração que completa o verbo.
- Como em pergunta (Como você chegou?) é advérbio interrogativo de modo; em comparação (alta como o pai) é conjunção.
- Muito é advérbio quando modifica verbo, adjetivo ou advérbio; é pronome indefinido quando acompanha substantivo e varia: muitos livros.
Exemplos
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Correto O livro que li é antigo.
Que = o qual: pronome relativo.
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Correto Sei que ela chegou.
Que completa o verbo sei: conjunção integrante.
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Correto Ela é mais alta que o irmão.
Mais modifica o adjetivo alta: advérbio de intensidade.
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Correto Ela canta bem.
Bem modifica o verbo: advérbio de modo.
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Correto O bem coletivo vale mais que o interesse de um só.
O bem, com artigo, é substantivo.
Erros frequentes
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Incorreto As alunas estavam muitas cansadas.
Correto As alunas estavam muito cansadas.
Muito, modificando o adjetivo, é advérbio e não varia.
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Incorreto Ele se comportou mau na festa.
Correto Ele se comportou mal na festa.
O verbo é modificado por advérbio (mal); mau é adjetivo e acompanha substantivo.
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Incorreto Maria sorriu e disse: “Obrigado pela ajuda!”
Correto Maria sorriu e disse: “Obrigada pela ajuda!”
Obrigado é adjetivo e concorda com quem agradece.
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Incorreto Esse exercício é mais bom que o anterior.
Correto Esse exercício é melhor que o anterior.
O comparativo de superioridade de bom é melhor.
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Incorreto Elas estavam bastantes animadas.
Correto Elas estavam bastante animadas.
Bastante, modificando o adjetivo, é advérbio e fica invariável.
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Incorreto Ele é o mais maior da turma.
Correto Ele é o maior da turma.
Maior já é comparativo; juntar mais a ele repete a ideia.
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Incorreto O resultado foi mais pior do que o esperado.
Correto O resultado foi pior do que o esperado.
Pior já é comparativo de mau.
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Incorreto Havia menas cadeiras na sala.
Correto Havia menos cadeiras na sala.
Menos não tem forma feminina nem plural; a forma menas não existe.
Dicas para não errar
- Para descobrir a classe, pergunte qual é a função da palavra na frase, não o que ela é fora dela.
- Se a palavra acompanha um substantivo e pode ir para o plural, é variável; se não muda nunca, é invariável.
- Troque o “que” por “o qual”. Se der certo, é pronome relativo; se não, provavelmente é conjunção.
- Advérbio responde a perguntas como onde, quando, como e quanto sobre a ação.
- Decore as preposições essenciais em ordem alfabética; elas ajudam a reconhecer as locuções prepositivas.
Para lembrar
- São dez as classes gramaticais: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição.
- Variáveis: as seis primeiras. Invariáveis: advérbio, preposição, conjunção e interjeição.
- Advérbio modifica verbo, adjetivo ou advérbio e não concorda com nenhum deles.
- Pronomes se dividem em pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos.
- A classe de uma palavra depende do contexto: o mesmo “que” pode ser pronome ou conjunção.
Perguntas frequentes
Quantas classes gramaticais existem?
Na gramática tradicional e na NGB são dez: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição.
Qual a diferença entre palavra variável e invariável?
A variável muda de forma por gênero, número, pessoa, tempo ou modo, como alunos, alunas e cantávamos. A invariável tem sempre a mesma forma, como depressa, sem, mas e ufa.
Como saber se “que” é pronome ou conjunção?
Tente trocar por “o qual”. Se a troca funcionar e o que retomar um termo anterior, é pronome relativo. Se o que apenas introduz a oração que completa um verbo, é conjunção integrante.
Por que o artigo é uma classe separada do pronome?
Na gramática tradicional o artigo tem papel próprio: define ou indefine o substantivo. Por isso aparece como classe à parte.
Fontes deste guia
- Bechara, Moderna Gramática Portuguesa. Definição e divisão das classes de palavras e dos tipos de pronome e conjunção.
- Cegalla, Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. Lista das preposições essenciais e acidentais, tipos de advérbio e conjunções.
- Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo. Flexões de gênero, número e grau e exemplos de locuções prepositivas.
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