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Concordância verbal e nominal: como fazer as palavras combinarem

14 min de leitura · 9 tópicos · atualizado em 06/11/2026

Fazer o quiz de concordância (20 questões)

Concordância é a relação de combinação entre as palavras da frase. Quando ela falha, o texto soa descuidado, mesmo que a ideia esteja clara. Em “Os alunos chegou cedo”, o leitor entende o fato, mas percebe de imediato o desencontro entre o sujeito e o verbo.

Este guia reúne os casos que mais geram dúvida e que contam com consenso nas gramáticas de Bechara, Cegalla e Cunha e Cintra. Cada seção traz a regra, exemplos e, quando existe, a exceção relevante. Casos em que os gramáticos divergem ficam de fora de propósito.

A regra geral: verbal e nominal

Há dois tipos de concordância. A concordância verbal liga o verbo ao sujeito: o verbo assume a mesma pessoa (eu, tu, ele) e o mesmo número (singular ou plural) do núcleo do sujeito. A concordância nominal liga os termos que acompanham o substantivo (artigo, adjetivo, numeral, pronome) ao próprio substantivo, em gênero (masculino ou feminino) e número.

Para acertar, o primeiro passo é achar o núcleo do sujeito, que é a palavra principal dele. Termos que aparecem no meio, entre o núcleo e o verbo, não mudam a concordância.

Regras principais

  • O verbo concorda em pessoa e número com o núcleo do sujeito.
  • Artigo, adjetivo, numeral e pronome concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem.
  • Palavras ou expressões intercaladas entre o sujeito e o verbo não alteram a concordância.
  • Quando a frase tem verbo no passado ou no futuro, a regra é a mesma: localize o sujeito e flexione o verbo para ele.

Exemplos

  • Correto Os alunos da turma chegaram cedo à escola.

    Incorreto Os alunos da turma chegou cedo à escola.

    O núcleo do sujeito é “alunos” (plural), e não “turma”.

  • Correto A professora entregou os livros novos.

    Artigo e adjetivo acompanham o gênero e o número do substantivo: “os livros novos”.

  • Correto O conjunto de regras parece complexo, mas é simples.

    O núcleo é “conjunto”, singular; “de regras” é complemento.

  • Correto As cidades vizinhas foram visitadas pelos viajantes.

    Em toda a frase, cada termo combina com o substantivo a que se liga.

Sujeito composto e sujeito posposto ao verbo

O sujeito composto tem dois ou mais núcleos. Quando vem antes do verbo, o verbo vai para o plural. Se os núcleos são de pessoas diferentes, a primeira pessoa prevalece sobre a segunda e a terceira, e a segunda prevalece sobre a terceira.

O sujeito posposto é aquele que vem depois do verbo. Ele continua mandando na concordância, e o erro típico é deixar o verbo no singular só porque o sujeito aparece depois. Para conferir, faça a pergunta “quem ou o que faz a ação?” e flexione o verbo para a resposta.

Regras principais

  • Sujeito composto anteposto leva o verbo ao plural: “Pedro e Ana viajaram”.
  • Se há pessoas diferentes, a primeira pessoa prevalece: “Eu e meus irmãos viajamos”.
  • O sujeito posposto determina o número do verbo: “Faltam dois capítulos”.
  • Sujeito simples com núcleo no singular mantém o verbo no singular, mesmo que haja termos no plural depois dele.

Exemplos

  • Correto O professor e a diretora chegaram à reunião.

    Incorreto O professor e a diretora chegou à reunião.

    Dois núcleos antes do verbo pedem plural.

  • Correto Eu e meus primos visitamos o museu no domingo.

    A primeira pessoa (eu) prevalece, e o verbo vai para “nós”.

  • Correto Nesta semana, saíram os resultados da prova.

    Incorreto Nesta semana, saiu os resultados da prova.

    O sujeito “os resultados” vem depois do verbo, mas o verbo concorda com ele.

  • Correto Faltam dois capítulos para terminar o livro.

    Incorreto Falta dois capítulos para terminar o livro.

Haver e fazer como verbos impessoais

Verbo impessoal é aquele que não tem sujeito. Por isso fica sempre na terceira pessoa do singular. O verbo haver é impessoal quando significa existir ou ocorrer, e também quando indica tempo decorrido. O verbo fazer é impessoal quando indica tempo decorrido ou fenômeno da natureza.

O erro mais comum é flexionar o verbo para o plural por causa do termo que vem depois dele. Esse termo é objeto, não sujeito. Já o verbo existir é pessoal e concorda normalmente com o que existe. Vale também para as locuções: o verbo auxiliar acompanha o impessoal e fica no singular.

Regras principais

  • Haver no sentido de existir ou ocorrer fica no singular: “Havia muitas crianças na praça”.
  • Haver e fazer indicando tempo decorrido ficam no singular: “Há dois anos”, “Faz dois anos”.
  • Nas locuções com haver impessoal, o auxiliar também fica no singular: “Deve haver soluções”, “Vai haver reuniões”.
  • Existir é pessoal e concorda com o sujeito: “Existem muitas soluções”.

Exemplos

  • Correto Havia muitas crianças na praça.

    Incorreto Haviam muitas crianças na praça.

  • Correto Faz dois anos que viajamos juntos.

    Incorreto Fazem dois anos que viajamos juntos.

    Fazer indicando tempo decorrido é impessoal.

  • Correto Deve haver soluções para o problema.

    Incorreto Devem haver soluções para o problema.

  • Correto Existem várias alternativas para o trajeto.

    Existir é pessoal: o sujeito é “várias alternativas”.

  • Correto Hoje fez muito frio na serra.

    Fenômeno da natureza: fazer fica no singular.

Exceções

  • Quando haver é verbo auxiliar de tempo composto, ele é pessoal: “Eles haviam saído antes da chuva”.

Concordância com o verbo ser

O verbo ser tem comportamento próprio porque liga o sujeito a um predicativo, e a concordância às vezes segue o predicativo. A situação mais segura envolve a indicação de horas: o verbo concorda com o número que expressa as horas, e não com a palavra “hora” dita antes.

Outro caso consensual aparece quando o sujeito é um dos pronomes tudo, isto, isso ou aquilo e o predicativo está no plural. Nesse caso o verbo pode ir para o plural, concordando com o predicativo.

Regras principais

  • Na indicação de horas, o verbo ser concorda com o numeral: “É uma hora”, “São duas horas”.
  • Meio-dia e meia-noite pedem o verbo no singular: “É meio-dia”.
  • Com sujeito tudo, isto, isso ou aquilo e predicativo plural, o verbo ser pode concordar com o predicativo: “Tudo são flores”.
  • O verbo ser concorda com o numeral mesmo quando o tempo aparece na forma de pergunta: “Que horas são?”.

Exemplos

  • Correto Quando saímos da escola, eram quatro horas da tarde.

    Incorreto Quando saímos da escola, era quatro horas da tarde.

  • Correto É uma hora da tarde e a biblioteca ainda está aberta.

    Numeral “uma”, singular.

  • Correto Era meio-dia quando chegamos à praia.

    Meio-dia é singular.

  • Correto Que horas são?

    O verbo concorda com “horas”.

  • Correto Aquilo eram sonhos de criança.

    Sujeito “aquilo” e predicativo plural: o verbo pode concordar com o predicativo.

Expressões que confundem: um dos que, mais de um, cerca de

Algumas expressões criam dúvida porque o termo que parece sujeito não é o núcleo real. Em “um dos que”, o verbo vai para o plural, porque o pronome relativo “que” retoma o grupo (“os que”). Em “mais de um”, o verbo fica no singular. Em “cerca de”, o verbo concorda com o numeral que vem depois.

Nomes de lugares ou de obras que existem só no plural pedem verbo no plural quando vêm com artigo plural: “Os Estados Unidos têm grandes parques nacionais”.

Regras principais

  • “Um dos que” leva o verbo ao plural: “Ele é um dos alunos que mais estudam”.
  • “Mais de um” leva o verbo ao singular: “Mais de um aluno faltou”.
  • “Cerca de” é locução que acompanha o numeral, e o verbo concorda com ele: “Cerca de vinte pessoas assistiram”.
  • Nome de lugar plural com artigo plural pede verbo plural: “Os Estados Unidos têm”.

Exemplos

  • Correto Ele é um dos alunos que mais estudam.

    O relativo “que” retoma “os alunos”.

  • Correto Mais de um visitante elogiou o museu ontem.

    Incorreto Mais de um visitante elogiaram o museu ontem.

  • Correto Cerca de quarenta turistas percorreram a trilha pela manhã.

    Incorreto Cerca de quarenta turistas percorreu a trilha pela manhã.

  • Correto Os Estados Unidos têm grandes parques nacionais.

    Incorreto Os Estados Unidos tem grandes parques nacionais.

O pronome se: voz passiva sintética e sujeito indeterminado

O pronome “se” colado ao verbo pode ter duas funções. Na voz passiva sintética, ele é partícula apassivadora: o verbo é transitivo direto e o termo que vem depois é o sujeito, por isso o verbo concorda com ele. Exemplo: “Estudam-se as regras” equivale a “As regras são estudadas”.

Na indeterminação do sujeito, o verbo não é transitivo direto: ele é intransitivo, transitivo indireto ou de ligação, e vem acompanhado de preposição ou de predicativo. Nesse caso o verbo fica no singular, porque não há sujeito claro.

Regras principais

  • Verbo transitivo direto + se: o se é apassivador e o verbo concorda com o sujeito paciente: “Discutiram-se os temas”.
  • Verbo com preposição, intransitivo ou de ligação + se: sujeito indeterminado e verbo no singular: “Fala-se de viagens”.
  • “Trata-se de” fica sempre no singular: “Trata-se de questões simples”.
  • Não confunda: “Estudam-se as regras” (passiva) com “Gosta-se de estudar” (indeterminação).

Exemplos

  • Correto Estudam-se as regras de concordância.

    Incorreto Estuda-se as regras de concordância.

  • Correto Discutiram-se os temas da aula.

    Incorreto Discutiu-se os temas da aula.

  • Correto Falou-se de viagens durante o jantar.

    Incorreto Falaram-se de viagens durante o jantar.

    Falar é usado com preposição “de”: sujeito indeterminado.

  • Correto Vive-se bem em cidades pequenas.

    Verbo intransitivo: singular.

  • Correto Trata-se de questões simples.

    “De questões” é complemento preposicionado; não há sujeito.

Concordância nominal: adjetivo, substantivos e predicativo

O adjetivo que vem depois de dois ou mais substantivos pode ir para o plural, e o masculino prevalece se os gêneros forem diferentes. Esse é o uso mais seguro e também o mais comum na escrita formal.

Em construções como “É proibida a entrada” e “É necessária a paciência”, o adjetivo funciona como predicativo. Quando o substantivo vem determinado por artigo ou outro determinante, o adjetivo concorda com ele em gênero e número. Sem determinante, a expressão pode ficar invariável, mas a construção com artigo é a mais segura.

Regras principais

  • Adjetivo posposto a dois substantivos pode ir para o plural: “livros e revistas antigos” (masculino prevalece).
  • Com o substantivo determinado por artigo, o predicativo concorda: “É proibida a entrada”.
  • O mesmo vale para “É necessária a paciência” e “São necessárias as regras”.
  • Quando o adjetivo se refere a um só substantivo, concorda com ele em gênero e número: “casas antigas”, “museu antigo”.

Exemplos

  • Correto É proibida a entrada de animais.

    Incorreto É proibido a entrada de animais.

    Com o artigo “a”, o adjetivo concorda com “entrada”.

  • Correto É necessária a paciência para aprender uma língua.

    Incorreto É necessário a paciência para aprender uma língua.

  • Correto Visitamos museus e bibliotecas antigos.

    O masculino plural prevalece sobre o feminino.

  • Correto São permitidas as visitas aos domingos.

    Predicativo concorda com “as visitas”.

Meio, bastante e só: quando variam e quando não variam

Estas três palavras têm duas funções. Como adjetivo ou numeral, concordam com o substantivo. Como advérbio, ficam invariáveis. Para distinguir, troque a palavra: se couber “um pouco”, é advérbio; se for “metade”, “suficiente” ou “sozinho”, é adjetivo.

Em “meio cansada”, meio significa “um pouco” e fica invariável. Em “meia hora”, significa “metade” e concorda com “hora”. Com “só”, vale o mesmo raciocínio: “sós” significa sozinhos, e “só” no sentido de apenas não varia.

Regras principais

  • Meio como advérbio (um pouco) é invariável: “Elas ficaram meio assustadas”.
  • Meio como numeral (metade) varia: “meia hora”, “meio litro”.
  • Bastante como adjetivo (suficiente) varia: “bastantes livros”; como advérbio é invariável: “bastante felizes”.
  • “Só” como adjetivo (sozinho) varia: “Os irmãos ficaram a sós”; como advérbio (apenas) é invariável: “Elas só leram dois capítulos”.

Exemplos

  • Correto Elas ficaram meio assustadas com o barulho.

    Incorreto Elas ficaram meias assustadas com o barulho.

  • Correto A aula durou meia hora.

    Meia é numeral e concorda com “hora”.

  • Correto Há bastantes livros na estante.

    Bastantes = muitos, suficientes: adjetivo.

  • Correto As crianças estudaram bastante antes da prova.

    Advérbio de intensidade.

  • Correto Os irmãos ficaram a sós na sala.

    “A sós” é locução fixa.

Anexo, obrigado, mesmo, próprio, menos e possível

Anexo é adjetivo e concorda com o substantivo: “Seguem anexas as fotos”. A locução “em anexo” é invariável. Obrigado concorda com quem fala: homem diz “obrigado”, mulher diz “obrigada”, e um grupo de mulheres diz “obrigadas”. Mesmo e próprio variam em gênero e número quando reforçam um termo: “elas mesmas”, “as próprias alunas”.

Menos é sempre invariável, e a forma “menas” não existe na norma-padrão. Possível concorda com o artigo quando acompanha superlativos como “os melhores” ou “as mais belas”: “os melhores livros possíveis”. Em “o mais depressa possível”, o artigo está no singular e possível também.

Regras principais

  • Anexo varia: “Seguem anexas as fotos”; em anexo é invariável.
  • Obrigado concorda com quem fala: “Muito obrigada”, disse a professora.
  • Mesmo e próprio concordam com o termo que reforçam: “As alunas mesmas prepararam”.
  • Menos é invariável: “menos pessoas”, nunca “menas pessoas”.
  • Possível concorda com o artigo do superlativo: “os melhores livros possíveis”.

Exemplos

  • Correto Seguem anexas as fotos da viagem.

    Incorreto Seguem anexo as fotos da viagem.

  • Correto Muito obrigada, disse a professora ao receber as flores.

    Incorreto Muito obrigado, disse a professora ao receber as flores.

    A professora é mulher, então obrigada.

  • Correto As alunas mesmas prepararam a apresentação.

    Incorreto As alunas mesmo prepararam a apresentação.

  • Correto Havia menos pessoas no parque hoje.

    Incorreto Havia menas pessoas no parque hoje.

  • Correto Os alunos escolheram os melhores livros possíveis.

    Incorreto Os alunos escolheram os melhores livros possível.

Exceções

  • A expressão “em anexo” é invariável: “Segue em anexo a lista de leituras”.

Erros frequentes

  • Incorreto Haviam muitas crianças na praça.

    Correto Havia muitas crianças na praça.

    Haver no sentido de existir é impessoal e fica no singular.

  • Incorreto Fazem dois anos que viajamos juntos.

    Correto Faz dois anos que viajamos juntos.

    Fazer indicando tempo decorrido é impessoal e fica no singular.

  • Incorreto Devem haver soluções para o problema.

    Correto Deve haver soluções para o problema.

    O auxiliar acompanha o verbo haver impessoal e fica no singular.

  • Incorreto Estuda-se as regras de concordância.

    Correto Estudam-se as regras de concordância.

    O verbo é transitivo direto: o se é apassivador e o verbo concorda com o sujeito plural.

  • Incorreto Falaram-se de viagens durante o jantar.

    Correto Falou-se de viagens durante o jantar.

    Com a preposição “de”, o sujeito é indeterminado e o verbo fica no singular.

  • Incorreto Mais de um visitante elogiaram o museu.

    Correto Mais de um visitante elogiou o museu.

    “Mais de um” leva o verbo ao singular.

  • Incorreto Os Estados Unidos tem grandes parques nacionais.

    Correto Os Estados Unidos têm grandes parques nacionais.

    Nome de lugar plural com artigo plural pede verbo plural.

  • Incorreto Elas ficaram meias assustadas.

    Correto Elas ficaram meio assustadas.

    Meio como advérbio (um pouco) é invariável.

  • Incorreto Havia menas pessoas no parque.

    Correto Havia menos pessoas no parque.

    Menos é invariável; “menas” não existe na norma-padrão.

  • Incorreto Seguem anexo as fotos da viagem.

    Correto Seguem anexas as fotos da viagem.

    Anexo é adjetivo e concorda com “as fotos”.

Dicas para não errar

  • Antes de flexionar o verbo, ache o núcleo do sujeito e pergunte “quem ou o que faz a ação?”.
  • Se o verbo “haver” significa existir ou indica tempo passado, escreva-o sempre no singular; se a ideia for existir com sujeito, troque por “existir” para testar.
  • Para saber se “meio” ou “bastante” varia, tente trocar por “um pouco” (advérbio, não varia) ou por “metade” e “suficiente” (adjetivo, varia).
  • Se o verbo vem com “se”, veja se tem preposição: com preposição é indeterminação (singular), sem preposição e transitivo direto é passiva (concorda com o sujeito).
  • Releia a frase em voz alta pulando os termos entre vírgulas: o desencontro entre sujeito e verbo costuma aparecer.

Para lembrar

  • O verbo concorda com o núcleo do sujeito; o adjetivo concorda com o substantivo.
  • Haver (existir ou tempo) e fazer (tempo) ficam no singular: “Havia”, “Faz dois anos”.
  • Sujeito posposto continua mandando no verbo: “Faltam dois capítulos”.
  • Mais de um: singular. Um dos que: plural. Cerca de: acompanha o numeral.
  • Meio, bastante e só: variam como adjetivos, ficam fixos como advérbios.

Perguntas frequentes

“Fazem dois anos” ou “Faz dois anos”?

O correto é “Faz dois anos”. Quando indica tempo decorrido, o verbo fazer é impessoal e fica sempre no singular.

Posso dizer “Haviam muitas pessoas”?

Não. Haver no sentido de existir é impessoal. O correto é “Havia muitas pessoas”.

“Menas” existe?

Não. Menos é invariável na norma-padrão: “menos pessoas”, “menos dúvidas”.

Como saber se o se é passiva ou indeterminação?

Se o verbo é transitivo direto, o se é apassivador e o verbo concorda com o sujeito. Se o verbo pede preposição, o sujeito é indeterminado e o verbo fica no singular.

Obrigado ou obrigada?

Concorda com quem agradece. Mulher diz “obrigada”, homem diz “obrigado”.

Fontes deste guia

  • Bechara, Moderna Gramática Portuguesa. Base para as regras de concordância verbal e nominal.
  • Cegalla, Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. Consulta para verbos impessoais, verbo ser e palavras como meio, anexo e obrigado.
  • Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo. Conferência do sujeito composto e da voz passiva sintética.

Veja também os critérios de elaboração das questões e a política editorial. Encontrou algo para corrigir? Fale com a gente.

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O quiz deste tema tem 20 questões em quatro níveis. Ao final, você vê quais trechos deste guia revisar.

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