Verbos: conjugação, modos, tempos e formas irregulares
O verbo é a palavra que mais muda de forma em português. Uma única terminação pode indicar quem pratica a ação, quantos são, quando ela ocorre e com que atitude o falante a apresenta. Por isso, quase todo erro de verbo nasce de uma flexão escolhida sem atenção a esses quatro pontos.
Este guia reúne o que mais pesa na escrita formal: as categorias da flexão, os três modos, a diferença entre os pretéritos, o futuro do subjuntivo, as formas irregulares que mais geram dúvida, os particípios duplos e as vozes. Tudo segue a norma-padrão e as formas abonadas pelo VOLP e pelas gramáticas de referência.
Pessoa, número, tempo, modo e voz
Toda forma verbal carrega marcas gramaticais. A pessoa indica quem fala (eu, nós), com quem se fala (tu, vós) ou de quem se fala (ele, ela, eles, elas). O número diz se há um ou mais seres. O tempo situa a ação no presente, no passado ou no futuro. O modo mostra a atitude de quem fala diante do fato. A voz relaciona o sujeito com a ação.
Na frase Nós estudamos à noite, o verbo está na primeira pessoa do plural, no presente do indicativo e na voz ativa. Como você e vocês são tratamentos, o verbo que os acompanha fica na terceira pessoa.
Regras principais
- O verbo concorda em pessoa e número com o sujeito.
- Com você e vocês, use a terceira pessoa: você chegou, vocês chegaram.
- Os tempos do indicativo são presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito.
- As formas nominais do verbo são infinitivo, gerúndio e particípio.
Exemplos
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Correto Você chegou cedo à escola.
Incorreto Você chegaste cedo à escola.
Você pede verbo na terceira pessoa.
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Correto Os alunos leem em voz alta.
Incorreto Os alunos lê em voz alta.
Sujeito no plural, verbo no plural.
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Correto Nós estudamos na biblioteca.
Primeira pessoa do plural, presente do indicativo.
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Correto Tu viajaste para o litoral.
Segunda pessoa do singular, pretérito perfeito.
Indicativo, subjuntivo e imperativo
O indicativo apresenta o fato como certo ou real: A turma viaja amanhã. O subjuntivo apresenta o fato como possível, desejado ou duvidoso e aparece muito depois de se, quando, talvez, embora e que: Talvez a turma viaje amanhã. O imperativo expressa ordem, pedido ou conselho.
O imperativo afirmativo de tu e de vós sai do presente do indicativo sem o s final: estuda, estudai. Para você, nós e vocês, e em todo o imperativo negativo, usa-se o presente do subjuntivo: estude, não estude.
Regras principais
- Indicativo: certeza, fato. Subjuntivo: possibilidade, desejo, dúvida. Imperativo: ordem, pedido, conselho.
- O subjuntivo tem três tempos: presente, pretérito imperfeito e futuro.
- No imperativo afirmativo de tu, use a forma do indicativo sem s: Põe, faz, diz, traz, vem.
- Para você, use a forma do presente do subjuntivo: Ponha, faça, diga, traga, venha.
Exemplos
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Correto Tu, que lês bem, lê este trecho para a turma.
Imperativo afirmativo de tu: forma do presente sem o s.
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Correto Venha cedo ao ensaio, por favor.
Imperativo de você, tirado do presente do subjuntivo.
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Correto Talvez ela conheça aquela trilha.
Dúvida pede o subjuntivo.
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Correto Não faça barulho na biblioteca.
Incorreto Não faz barulho na biblioteca.
O imperativo negativo usa o subjuntivo.
Pretérito perfeito e pretérito imperfeito
O pretérito perfeito indica uma ação passada e concluída: Ontem choveu a tarde toda. O pretérito imperfeito indica uma ação passada que se prolongava, se repetia ou servia de cenário para outra: Quando eu era criança, brincava na praça.
Os dois costumam aparecer juntos nas narrativas. O imperfeito descreve a situação e o perfeito conta o fato que a interrompe: A turma estudava quando a luz acabou.
Regras principais
- Perfeito: fato terminado, pontual ou sequencial: chegou, abriu, saiu.
- Imperfeito: hábito, descrição ou ação em curso no passado: chegava, abria, saía.
- Nos verbos irregulares, as duas formas são bem diferentes: trouxe (perfeito) e trazia (imperfeito); fez e fazia; pôs e punha.
- O mais-que-perfeito marca um passado anterior a outro passado: Quando cheguei, ele já saíra ou já tinha saído.
Exemplos
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Correto Ontem, a turma visitou o museu e saiu satisfeita.
Fatos concluídos, em sequência.
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Correto Na infância, ela passava as férias no sítio.
Hábito repetido no passado.
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Correto Ele trazia sempre um livro, mas hoje trouxe dois.
Imperfeito para o hábito, perfeito para o fato de hoje.
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Correto Eu lia no jardim quando começou a chover.
O imperfeito é o cenário; o perfeito é o fato novo.
Futuro do subjuntivo dos irregulares
O futuro do subjuntivo aparece depois de se, quando, assim que e caso, em frases sobre algo que ainda vai acontecer: Se ele quiser, iremos juntos. Nos verbos regulares, ele é igual ao infinitivo (se eu estudar). Nos irregulares, parte-se da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito, trocando -ram por -r.
É por isso que fizeram gera fizer, trouxeram gera trouxer e puseram gera puser. Dizer se ele fazer ou quando eu ver é o erro mais comum desse grupo.
Regras principais
- Fazer: se ele fizer. Trazer: quando ele trouxer. Pôr: se você puser.
- Querer: se ele quiser. Saber: se eu souber. Dizer: se ele disser. Ter: se eu tiver. Haver: se houver.
- Ser e ir: se eu for. Estar: se eu estiver.
- Ver: se eu vir, quando ele vir, se eles virem. Vir: se eu vier, quando ele vier, se eles vierem.
Exemplos
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Correto Se você puser o livro na mesa, eu o encontrarei.
Incorreto Se você pôr o livro na mesa, eu o encontrarei.
O futuro do subjuntivo de pôr é puser.
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Correto Quando ele trouxer o mapa, traçaremos a rota.
Incorreto Quando ele trazer o mapa, traçaremos a rota.
A forma vem de trouxeram.
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Correto Se eu vir a exposição, conto para você.
Incorreto Se eu ver a exposição, conto para você.
Verbo ver: vir.
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Correto Quando ele vier à aula, entrego o trabalho.
Verbo vir: vier. Não confunda com vir, de ver.
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Correto Se ele fizer a lição, poderá sair.
Incorreto Se ele fazer a lição, poderá sair.
Derivados de pôr, ter, ver e vir
Os derivados seguem o verbo de origem: compor, dispor, propor, repor e opor-se conjugam-se como pôr; manter e conter como ter; rever e prever como ver; convir e intervir como vir. Basta saber o verbo-base.
Na terceira pessoa, o singular leva acento agudo e o plural leva circunflexo: ele mantém, eles mantêm; ele contém, eles contêm; ele intervém, eles intervêm; ele convém, eles convêm. Já ver e seus derivados perderam o acento no plural: eles veem, eles preveem, eles reveem.
Regras principais
- Pôr e derivados: perfeito pus, pôs, puseram; compôs, compuseram; propôs, propuseram.
- Ter e derivados: ele tem, eles têm; ele mantém, eles mantêm; perfeito manteve.
- Ver e derivados: perfeito vi, viu; previu (não preveu) e reviu; plural do presente veem, preveem.
- Vir e derivados: perfeito veio, vieram; interveio, intervieram (não interviu); presente ele vem, eles vêm.
Exemplos
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Correto O diretor interveio na discussão.
Incorreto O diretor interviu na discussão.
Intervir segue vir, não ver.
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Correto Os pais intervêm quando a briga aumenta.
Incorreto Os pais intervém quando a briga aumenta.
Plural com circunflexo.
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Correto Ela previu a chuva e levou o guarda-chuva.
Incorreto Ela preveu a chuva e levou o guarda-chuva.
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Correto Eles compuseram uma canção sobre o mar.
Incorreto Eles compuzeram uma canção sobre o mar.
O perfeito de pôr e derivados se escreve com s.
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Correto Os vizinhos mantêm o jardim florido.
Plural de manter.
Haver, fazer, dizer, trazer, caber, saber e querer
Esses verbos mudam o radical em vários tempos, e é aí que surgem formas inventadas, como trazeu, eu cabo ou eu sabo. As formas corretas são trouxe, eu caibo e eu sei. Os derivados repetem o padrão: desfazer (desfez), refazer (refez), desdizer (desdisse).
O verbo haver, com sentido de existir ou de tempo decorrido, é impessoal e fica sempre no singular: Havia flores no jardim, Houve muitos acertos, Faz dois anos que viajei. Requerer, por sua vez, só é irregular na primeira pessoa do presente (requeiro); no perfeito é regular (requereu), ao contrário de querer (quis).
Regras principais
- Haver no sentido de existir não vai ao plural: Havia muitos alunos, Deve haver soluções.
- Fazer: fiz, fez, fizeram. Dizer: disse, disseram. Trazer: trouxe, trouxeram.
- Caber: eu caibo, ele coube. Saber: eu sei, ele soube, que eu saiba.
- Querer: ele quis, eles quiseram. Requerer: ele requer, ele requereu. Reaver acompanha haver, mas só existe nas formas que mantêm o v ou o ou: reavemos, reouve; não existe eu reavo.
Exemplos
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Correto Havia muitas pessoas na praça.
Incorreto Haviam muitas pessoas na praça.
Haver impessoal fica no singular.
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Correto Ele trouxe os mapas para a aula.
Incorreto Ele trazeu os mapas para a aula.
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Correto Eu não caibo nesta cadeira.
Incorreto Eu não cabo nesta cadeira.
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Correto Ela requereu uma vaga no curso.
Incorreto Ela requis uma vaga no curso.
Requerer é regular no perfeito.
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Correto Ele desfez o nó e refez a trança.
Derivados de fazer: desfez, refez.
Particípios duplos
Alguns verbos têm duas formas de particípio: uma regular, terminada em -ado ou -ido, e outra curta, chamada irregular. Entre eles estão aceitar (aceitado, aceito), entregar (entregado, entregue), eleger (elegido, eleito), salvar (salvado, salvo), prender (prendido, preso) e matar (matado, morto).
A orientação tradicional é usar a forma regular com ter e haver e a curta com ser e estar. Na voz passiva, a forma curta é a única segura: foi eleito, foi entregue, está preso.
Regras principais
- Com ser e estar, use a forma curta: foi aceito, foi eleito, foi entregue, foi salvo, está preso, foi morto.
- Com ter e haver, a forma regular é a indicada pela tradição: tinha entregado, havia aceitado.
- Formas como foi elegido, foi entregado e foi prendido não são adequadas na voz passiva.
- O particípio concorda com o sujeito na voz passiva: as cartas foram entregues.
Exemplos
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Correto A candidata foi eleita por maioria dos votos.
Incorreto A candidata foi elegida por maioria dos votos.
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Correto As cartas foram entregues na escola.
Incorreto As cartas foram entregadas na escola.
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Correto O gato foi salvo do telhado.
Incorreto O gato foi salvado do telhado.
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Correto O suspeito está preso desde ontem.
Incorreto O suspeito está prendido desde ontem.
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Correto A professora tinha entregado as provas antes do intervalo.
Forma regular com o auxiliar ter.
Voz ativa, passiva e reflexiva
Na voz ativa, o sujeito pratica a ação: A professora corrigiu as provas. Na voz passiva, o sujeito sofre a ação: As provas foram corrigidas pela professora. Na voz reflexiva, o sujeito pratica e recebe a ação: A menina se penteou.
A passiva pode ser analítica (verbo ser + particípio) ou sintética (verbo na terceira pessoa + se). Na sintética, o verbo concorda com o sujeito paciente: Plantaram-se mudas no jardim.
Regras principais
- Passiva analítica: ser + particípio, com agente opcional: O livro foi lido pela turma.
- Passiva sintética: o verbo concorda com o sujeito: Fecha-se a porta, Fecham-se as portas.
- Quando o verbo pede preposição, o se indetermina o sujeito e o verbo fica no singular: Precisa-se de voluntários.
- Reflexiva: o pronome (me, te, se, nos) refere-se ao próprio sujeito: Eu me feri.
Exemplos
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Correto Fizeram-se muitas perguntas ao autor.
Incorreto Fez-se muitas perguntas ao autor.
O sujeito é perguntas; o verbo vai ao plural.
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Correto Realizaram-se os jogos no domingo.
Passiva sintética com sujeito plural.
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Correto O bolo foi feito pela avó.
Passiva analítica com agente.
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Correto Precisa-se de voluntários para o plantio.
Verbo com preposição, sem sujeito.
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Correto A menina se penteou diante do espelho.
Voz reflexiva.
Erros frequentes
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Incorreto Se eu ver o filme, conto para você.
Correto Se eu vir o filme, conto para você.
O futuro do subjuntivo de ver é vir, não ver.
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Incorreto Quando ele trazer o livro, começamos.
Correto Quando ele trouxer o livro, começamos.
O futuro do subjuntivo de trazer deriva de trouxeram.
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Incorreto Se você pôr o caderno ali, ele fica seguro.
Correto Se você puser o caderno ali, ele fica seguro.
O futuro do subjuntivo de pôr é puser.
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Incorreto O diretor interviu na reunião.
Correto O diretor interveio na reunião.
Intervir conjuga-se como vir: interveio.
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Incorreto Os professores intervém em casos graves.
Correto Os professores intervêm em casos graves.
A terceira pessoa do plural leva circunflexo.
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Incorreto Haviam muitos livros na estante.
Correto Havia muitos livros na estante.
Haver com sentido de existir é impessoal e fica no singular.
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Incorreto Ela preveu a mudança do tempo.
Correto Ela previu a mudança do tempo.
Prever segue ver: previu.
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Incorreto O prefeito foi elegido pela cidade.
Correto O prefeito foi eleito pela cidade.
Com o verbo ser, use o particípio curto.
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Incorreto Fez-se vários convites aos vizinhos.
Correto Fizeram-se vários convites aos vizinhos.
Na passiva sintética, o verbo concorda com o sujeito no plural.
Dicas para não errar
- Para achar o futuro do subjuntivo de um irregular, pense na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito e troque -ram por -r: fizeram, fizer.
- Diferencie vir e ver pelo perfeito: veio é de vir; viu é de ver. O futuro segue a mesma divisão: vier e vir.
- Conferiu um derivado? Conjugue o verbo-base: se pôr faz puseram, então compor faz compuseram.
- Em ter e vir, o singular não tem acento (tem, vem) e o plural leva circunflexo (têm, vêm). Nos derivados, o singular leva agudo e o plural, circunflexo: mantém/mantêm, intervém/intervêm.
- Na voz passiva com ser ou estar, escolha o particípio curto: eleito, entregue, salvo, preso.
Para lembrar
- Você e vocês levam o verbo na terceira pessoa.
- O futuro do subjuntivo dos irregulares vem do perfeito: fizer, trouxer, puser, quiser, souber, vir, vier.
- Intervir segue vir: interveio, intervém, intervêm.
- Haver no sentido de existir fica sempre no singular.
- Com ser e estar, use o particípio curto: foi eleito, foi entregue.
- Na passiva sintética, o verbo concorda com o sujeito: fizeram-se perguntas.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre “se eu vir” e “se eu vier”?
Vir é o futuro do subjuntivo de ver (se eu vir o filme). Vier é o futuro do subjuntivo de vir (se eu vier à festa). A diferença está no verbo de origem.
Eles veem ou eles vêm?
Veem, sem acento, é do verbo ver (eles veem o mar). Vêm, com circunflexo, é do verbo vir (eles vêm de trem).
Posso dizer “tinha elegido” ou “tinha entregue”?
A tradição escolar indica a forma regular com ter e haver: tinha elegido, tinha entregado. Na voz passiva, com ser e estar, use sempre a forma curta: foi eleito, foi entregue.
Intervir se conjuga como ver?
Não. Intervir é derivado de vir: ele intervém, eles intervêm, ele interveio, se ele intervier.
Fontes deste guia
- Bechara, Moderna Gramática Portuguesa. Flexão verbal, modos, tempos, vozes e verbos irregulares.
- Cegalla, Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. Quadros de conjugação, particípios duplos e uso do futuro do subjuntivo.
- Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo. Emprego dos tempos e modos e formação das vozes.
- Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP/ABL). Grafia das formas verbais, como veem e vêm.
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